Incompatibilidade entre químicas: entenda!

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Beleza Simples

Incompatibilidade entre químicas: entenda!

Ah, o mundo das camaleoas…. Se deixar, fazemos todo tipo de química nos fios para ter um look diferente, não é mesmo? Já falamos sobre como manter o cabelo forte para aguentar mudanças, mas hoje o papo é mais sério! Falaremos de quando as químicas são incompatíveis e oferecem algum tipo de reação indesejada (até mesmo um corte químico). É bom estar sempre atenta para que cada produto tenha a melhor ação possível! Quer conhecer mais sobre as químicas que podem ou não ser usadas juntas? Então vamos lá!

Por que as químicas são incompatíveis entre si?

As químicas podem ser incompatíveis porque causam alteração da estrutura onde são aplicados (mesmo que haja um grande espaço entre uma aplicação e outra, já que o uso de alguns produtos alisantes sempre resulta em acúmulo residual). Isso significa que, se seu cabelo tem uma tintura, descoloração, alisamento ou permanente, o ativo que foi usado para transformar o cabelo permanece no fio e pode reagir com qualquer outra química, mesmo depois de um tempão!

tabela de incompatibilidade de químicas

Quimicamente falando, cada componente possui sua característica e sua forma de reagir a outros componentes. Sabe tipo “água e óleo” que possuem polaridades que não se misturam? Então… Mas o problema é que alguns desses componentes até se misturam, mas podem reagir de maneira mais “extrema”, causando uma liberação de calor que pode transformar por completo a região onde foram aplicadas. E é por causa desse "calor" que acontece o corte químico, já que o fio de cabelo superaquece e "derrete". Por isso, todo cuidado é pouco, ok?

Como prevenir os danos causados por químicas diferentes?

Alguns danos são inevitáveis quando se trata do uso de químicas totalmente incompatíveis, porém, alguns cuidados podem (e devem) ser tomados para minimizar os riscos de corte químico por causa da saturação de componentes de transformação nos fios.

Teste de mechas

O teste de mechas, por exemplo, é o melhor modo de garantir se o seu cabelo vai aguentar determinada química. Excelente para ver na prática quais os efeitos que a aplicação pode causar sem comprometer todo o cabelo. Então, é imprescindível que ele seja feito sempre, seja em casa ou no salão.

Reconstrução Capilar

As reconstruções capilares também precisam ser feitas antes e depois de qualquer transformação. Esse é o tipo de tratamento que doa maior força aos fios, além de repor a massa que se perde durante os alisamentos, tinturas, descolorações, etc. Não adianta: transformou, tem que tratar!

Cuidando bem dos fios e seguindo o passo a passo para uma química bem feita, você garante a integridade dos fios e previne possíveis danos que podem acabar com seus cabelos.

ph das escovas progressivas

Incompatibilidade entre alisamentos

Os alisamentos são, em geral, os procedimentos que mais oferecem riscos aos fios quando o assunto é incompatibilidade. Isso porque muitos ativos não são compatíveis entre si. Isso se deve ao modo de ação e, também, ao pH do produto. Se as bases alisantes forem opostas e incompatíveis, uma lesão severa na estrutura capilar é resultado certo! Então, vale a pena ficar atenta quanto ao tipo de alisante você usa:

  • Hidróxido de sódio: é incompatível com o tioglicolato de amônia e com a guanidina, consequentemente, qualquer tintura à base de amônia também requer muita atenção;
  • Guanidina: não pode ser usada em fios transformados com o hidróxido de sódio, nem em cabelos tingidos com produtos à base de amônia (prefira máscaras tonalizantes, neste caso);
  • Tioglicolato de amônia e etalonamina: não reagem bem com os hidróxidos (nem de cálcio, nem sódio), mas podem oferecer compatibilidade com tinturas;
  • Escovas Progressivas com base ácida (principalmente ácido glioxílico, hialurônico, lático ou metanóico): em linhas gerais, podem ser aplicadas em cabelos que tenham qualquer tipo de alisamento prévio com os ativos citados acima, porém, com muita atenção e testes de mechas. Uma vez utilizada, é indicado o uso do mesmo produto para os retoques posteriores, sem utilizar os alisantes alcalinos por cima, sob o risco severo de corte químico. Também são as melhores opções para quem quer os fios lisos e tingidos (ou descoloridos).

 

 

Agora que você tomou nota dos componentes que são compatíveis ou não, tenha sempre contigo essa informação para saber como escolher seu próximo procedimento químico e continuar sua saga de “camaleoa” com riscos reduzidos!


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